7 de Setembro, a Independência do Brasil


A independência do Brasil foi o processo de libertação política do Reino Unido de Portugal. No século XIX Napoleão Bonaparte tornou-se imperador da França, seu objetivo era ter poder sobre toda a Europa. Para conseguir isso acabou com o exército de diversos países, porém não conseguiu as forças militares e navais da Inglaterra. Para enfrentá-los, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, uma determinação que exigia que os países da Europa parassem de negociar com a Inglaterra. França requeria que Portugal obedecesse o Bloqueio Continental. Do outro lado estava a Inglaterra, tradicional parceira comercial dos 
portugueses que pressionava Portugal a não aderir o Bloqueio.

Portugal continuou a comercializar com a Inglaterra, onde acumulava muitas dívidas. Assim em 1807, Napoleão ordenou invadir Portugal. Para impedir as tropas francesas; Dom João optou em abandonar Lisboa e instalar sua família e sua corte, na colônia mais rica, o Brasil. Portugal recebeu apoio da Inglaterra, por outro lado os franceses insatisfeito, queriam colocar os portugueses no bloqueio continental, chegando Napoleão Bonaparte ordenou naquele ano a invasão de Portugal.
A Corte Real programou a sua partida do Porto de Lisboeta, no dia 27 de novembro de 1807, com destino ao Brasil, já estava chegando no porto vários caixões, malas e baús grandes, engradados contendo documentos, objetos pessoais, além dos animais domésticos de varias raças como. Mas devido as fortes chuvas e lamaçais só foi possível partir dois dias depois, com os navios carregados e superlotados, não sendo possível controlar as condições mínimas de higiene, o que geraram surtos da epidemia de piolho, forçando as damas da corte a cortarem e até rasparem os cabelos.
Depois de 54 dias de viagem, no dia 22 de janeiro do ano seguinte, a esquadrilha, após ter enfrentado tempestades, aportaram na Bahia, onde ficaram por algumas semanas.  Foi daí que Dom João, ainda em Salvador, Bahia, determinou a abertura dos portos brasileiros para o comercio com a Inglaterra. Dessa forma começa a deixar a condição colonial, pondo fim ao monopólio português. Haja visto, as tropas napoleônicas fizeram Portugal ficar ocupado, sendo inevitável essa medida. O príncipe regente, D. Pedro chegou à capital, na época Rio de Janeiro em 7 março de 1808. Curiosidade: Uma das exigências da corte para conseguir alojamentos no Rio de Janeiro, exigiu que os moradores das melhores casas do Rio abandonassem suas casas entregando a nobreza real. Nas portas das 2 mil casas escolhidas era fixado P.R. de Príncipe Regente; que o povo logo traduziu como “Ponha-se na Rua!”. Também foram requisitados prédios públicos, quartéis, igrejas e conventos.
Em 16 de dezembro de 1815 foi feito uma designação oficial da união do Reino de Portugal com o Reino do Algarve e com o Estado do Brasil, devido à transferência da família real e da nobreza portuguesa para o Rio de Janeiro. Por volta de 1821, quando as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa queriam transformar o Brasil de novo numa colônia, os liberais radicais se juntaram ao Partido Brasileiro tentando manter a autoridade do Brasil. As Cortes mandaram uma nova decisão enviada para o príncipe regente D. Pedro de Alcântara. Uma das exigências era seu retorno imediato a Portugal. Dom Pedro I viajava por Minas e São Paulo quando soube que os portugueses queriam recolonizar o Brasil. Dom João queria enviar tropas para o Brasil e exigia que Dom Pedro voltasse para Lisboa, mas ele foi contra as ordens das Cortes ficando no Brasil.

Em agosto do ano de 1820 foi iniciado um movimento de caráter militar da Cidade do Porto. Tal evento ficou conhecido como A Revolução Liberal do Porto ou, simplesmente, Revolução do Porto, que em pouco tempo espalhou-se por Portugal, chegando até a capital, Lisboa. Desde sua primeira manifestação até a popularização e chegada em Lisboa, a revolução acabou conquistando apoio da burguesia, da nobreza, do exército e do clero.
A revolução de 1820 ocorreu em território europeu, porém, muitos de seus fatores estão ligados a acontecimentos na história  do Brasil colonizado do século 19. Encontrando-se em uma situação deplorável em 1820, Portugal ainda sofreu a invasão das tropas megalomaníacas de Napoleão Bonaparte. Isso fez com que a Família Real Portuguesa, temendo a morte, fugisse para o Brasil.
Dia do Fico aconteceu em 9 de janeiro de 1822 quando o então príncipe regente D. Pedro de Alcântara foi contra as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta a Lisboa, ficando no Brasil. Os liberais radicais, em resposta, organizaram uma movimentação para reunir assinaturas a favor da permanência do príncipe. Com isso, pressionariam Dom Pedro a ficar, juntando 8 mil assinaturas. Contrariando as ordens de Portugal declarou para o público: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". A partir daí, D. Pedro entrou em conflito direto com os portugueses, para romper o vínculo que existia entre Portugal e o Brasil. Este fato histórico foi importante, pois fortaleceu a posição brasileira de buscar a independência, distanciando cada vez mais da influência portuguesa. 
Não se pode entender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do Sudeste brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais, e, por fim, a aristocracia rural do Norte e Nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo.

A aristocracia rural do Sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados à aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, Josué fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.
O partido português no Brasil chamado por vezes de "os pés de chumbo", estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra elas, mas divergiam quanto aos objetivos. Para o partido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes Portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social vigente e os seus privilégios adquiridos. Já os liberais radicais formavam um agrupamento quase revolucionário, bem próximo das camadas populares urbanas, sendo alguns de seus membros republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo às mudanças mais profundas e democráticas da sociedade.
A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido brasileiro dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. O anseio por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito à provável ameaça recolonizadora de Lisboa.
Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio de Andrada e Silva um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.
No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, o príncipe D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".
O Príncipe tinha formação absolutista e por isso foi contra à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.
Com isso, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal. D. Pedro comunicou ao pai a independência do Brasil em uma carta que mandou para ele em Portugal no dia 22 de setembro de 1822.
Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.
          A nossa declaração de independência é então, a ata da aclamação de D. Pedro como Imperador Constitucional do Brasil, no dia 12 de outubro de 1822. Hoje existe em São Paulo o Monumento à independência, no Parque da Independência, o local onde foi proclamada a independência do Brasil. O documento está na coleção de leis da Câmara dos Deputados. O texto está com o português da época, clique aqui para vê-lo.


A Guerra de Independência do Brasil se desenvolveu no período de 1822 a 1823. 
No dia 7 setembro de 1822, houve a proclamação da república, e logo após este episódio, as batalhas continuaram sendo provocadas nas áreas onde havia grande parte de tropas portuguesas. O Ministro do Brasil José Bonifácio de Andrade e Silva tomou algumas atitudes para expulsar a oposição portuguesa, comprando armas e navios, preparando as tropas nacionais, e contratando o serviço de tropas internacionais. As tropas do Rio de Janeiro e Bahia se uniram, formando um grupo com mais de 200 soldados, artilharia e munições. Os portugueses foram vencidos na luta de Pirajá, em 1822. E em 1823, a cidade de Salvador foi bloqueada. Com isso, os portugueses tiveram que se retirar. 
Em Cisplatina, a oposição portuguesa foi combatida em 1823, pelo barão de Laguna, general Carlos Frederico Lecor. Dom Álvaro, o comandante desta oposição, permaneceu com suas tropas em Montevidéu. O rio Prata foi bloqueada por uma divisão naval, que acabou conseguindo atacar as embarcações portuguesas, e Dom Álvaro, foi forçado a assinar um termo em que consentia a sua entrada em Portugal. 
Consequências
À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o da independência do Brasil preservou o "status" das elites agroexportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais. Pra ser reconhecido oficialmente, o Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, tendo início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em consequência da leva deste dinheiro pra Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829.
A independência marcou o fim do domínio português e a conquista da autonomia política no Brasil.
7 de Setembro, a Independência do Brasil 7 de Setembro, a Independência do Brasil Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 9/07/2011 07:19:00 AM Rating: 5

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