Especialistas apostam que as relações entre Brasil e EUA não vão mudar após eleições americanas

Nesse artigo você verá o que os especialistas mostram sobre o processo eleitoral dos EUA, como o presidente é eleito e quem o eleitor americano gostaria que fosse o novo presidente. A eleição presidencial será realizada numa terça-feira, 6 de novembro de 2012. Será a 57ª eleição presidencial do país, que oficialmente irá eleger o presidente e o vice-presidente em 17 de dezembro de 2012. O presidente Barack Obama está concorrendo para um segundo e último mandato. Seu principal concorrente é o ex-governador de Massachusetts, o republicano Mitt Romney.
  • Como o presidente é eleito
O primeiro tema a ser abordado é como o presidente americano é eleito: "A América Latina e o Brasil não são e nunca foram a principal preocupação dos Estados Unidos, apesar da proximidade e da importância econômica", explica Marcelo Zorovich, professor do curso de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). A agenda americana, segundo ele, está majoritariamente concentrada na crise econômica interna e no Oriente Médio.
E para justificar essa afirmação, ele cita a estruturação do próprio governo Obama. "Quando o democrata chegou ao poder [em 2009], a primeira providência foi se cercar de especialistas no Oriente Médio. Em contrapartida, a América Latina demorou meses para ganhar seu secretário específico no governo".  Zorovich, no entanto, reconhece que os problemas das regiões são diferentes e merecem prioridades distintas.
E as prioridades do próximo governo ficaram bem evidentes nos discursos de ambos os candidatos e, principalmente, no terceiro e último debate presidencial, realizado no dia 22 de outubro, na Lynn University, em Boca Raton, no Estado da Flórida. O confronto dedicado à política externa se resumiu, basicamente, às relações dos Estados Unidos com o Iraque, Irã, Israel, Síria, Rússia e China. A América Latina foi citada por Romney uma única vez, mas de forma bem superficial. Na ocasião, ele defendeu a ampliação das relações comerciais com a região, cuja "economia é quase tão grande quanto a da China".
  • Qual o Presidente Favorito
O segundo ponto discutido é quem o eleitor gostaria que fosse o novo presidente dos EUA, entre Mitt Romney e Barack Obama. Mas, a "suposta" preocupação de Romney com a região, segundo Ariel Finguerut, doutorando em ciência política na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), não passa de retórica e discurso. "O republicano, assim como o democrata, não tem nenhum projeto claro e detalhado dedicado à América Latina ou ao Brasil", relata. Já para Zorovich, a citação no debate foi estratégica. "Uma tentativa de atrair o eleitorado hispânico, que tem cada vez mais ganhado relevância nas eleições americanas."
Conforme dados divulgados pelo próprio governo americano, a comunidade hispânica nos EUA ultrapassou a marca dos 50 milhões em 2010, o que representa 16,3% da população. E foi essa mesma comunidade que ajudou Obama a vencer as eleições de 2008, quando ele recebeu 68% dos votos dos latinos. Neste ano, 23,7 milhões de latinos já se registraram para votar. O número é cerca de 4,2 milhões a mais do que no pleito passado.
Larissa Leiros Baroni
Especialistas apostam que as relações entre Brasil e EUA não vão mudar após eleições americanas  Especialistas apostam que as relações entre Brasil e EUA não vão mudar após eleições americanas Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 10/31/2012 11:19:00 AM Rating: 5

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