Master #05: Páscoa: origens, tradições, significados e a Ressurreição de Jesus


Olá queridos leitores, nesse artigo master vamos falar mais sobre o evento mais importante para os cristãos, seja ele evangélico, católico, judeu ou ortodoxo, que é a Páscoa. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, nos quais os judeus celebraram libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito com uma festa chamada Pesah (do hebraico Pessach e do grego Πάσχα). Na Páscoa os evangélicos e católicos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação, a qual teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 dC. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua , os franceses de Pâques, e também em outras línguas que provavelmente não saiu do hebraico: latim Pascha, azerbaijano Pasxa, basco Pazko, catalão é Pasqua, crioulo haitiano Pak, dinarmaquês Påske, Pasko em esperanto, galês Pasg, Pasen em holandês, indonésio Paskah, Páskar em islandês, Paskah em malaio, em norueguês påske, Paști em romeno, Pasaka em suaíle, påsk em sueco e Paskalya em turco.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor. 
Mas os séculos vão passando e vem se modificando de acordo com as tradições de cada país ou religião.  Não tem nada a ver com ovos de chocolate nem de coelhos, pois eles não põe.  Muito menos que o mundo moderno comemora com bebidas, lazer e farras em geral, dizem até que algumas atrizes já se vestiram com roupas de chocolate imitando Carmem Miranda a partir dos anos 2.000. Séculos atrás mais precisamente em 1828, foi quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história registra, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos.
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes, porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A ideia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho... Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A verdadeira origem da Páscoa

A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo.
A décima praga, porém, foi fatal: a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebreia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebreia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
A maior parte das igreja evangélicas, porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha.”

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos, portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." (Mateus 26:29)
Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia traz muitos significados: O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve... A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: ”Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai”. (Mateus 26:29).

A Crucificação de Jesus Cristo

Os romanos usavam um dos mais dolorosos métodos para matar Jesus (Luc 23:33). A crucificação era utilizada por muitas nações no mundo antigo. Incluindo a Síria, a Média e Pérsica. A ideia de pode ter se originado da prática de pendurar o corpo das pessoas executadas em estacas para a exposição pública. A crucificação foi praticada pelos gregos, notavelmente por Alexandre, o Grande; que pendurou cerca de 2 mil pessoas em cruzes quando a cidade de Tiro foi destruída. E na Palestina o governador Alexandre Janeu crucificou 800 fariseus, que se opuseram a ele.
Desde o começo, a morte na cruz foi usada para punir os escravos rebeldes e os bandidos. A prática continuou para além do período neotestamentário, como uma forma de punição suprema de crimes militares e políticos, tais como: deserção, espionagem, rebeldia, sedição e delação. Entretanto, após a conversão de Constantino para o cristianismo, a cruz se tornou um símbolo sagrado e seu uso como meio de execução foi abolido.
A crucificação consistia na fixação da vitima com pregos, ou tiras de couro, pelos punhos em uma estaca horizontal que era pregada a outra, na posição vertical, fincada no solo. Algumas vezes, hastes ou pinos eram colocados na cruz próximos aos pés da vitima, para que essa se apoiasse. Em certas ocasiões, os pés também eram pregados no instrumento de tortura. O condenado só tinha alivio se pudesse escorar os pés nas hastes ou nos pinos. Com a vitima pendurada oscilante pelos braços, o sangue não conseguia mais circular normalmente até os órgãos vitais. Assim o crucificado ia morrendo aos poucos.  
Para o povo judeu, a crucificação representava a forma mais abominável de morte: Qualquer que for pendurado no madeiro está debaixo da maldição de Deus (Dt 21:23). Mesmo assim, o Conselho Judeu conseguiu autorização romana para crucificar Jesus (Mc 15:13-15).
Jesus foi preso no Getsêmani após a Última Ceia com os doze apóstolos e foi julgado pelo Sinédrio, por Pilatos e por Herodes Antipas antes de ser entregue para execução na cruz. Após ter sido chicoteado, Jesus recebeu dos soldados romanos, como zombaria, o título de "Rei dos Judeus", foi vestido com um robe púrpura (a cor imperial), recebeu uma coroa de espinhos, foi surrado e cuspido. Finalmente, Jesus carregou a cruz em direção ao local de sua execução.
Ele então foi pregado à cruz, que foi erguida entre a de dois ladrões condenados. De acordo com Marcos 15:25, ele resistiu ao tormento por aproximadamente seis horas, da hora terça (aproximadamente 9 da manhã) até a sua morte (Marcos 15:34-37), na hora nona (três da tarde). Os soldados afixaram uma tabuleta acima de sua cabeça que dizia "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus" em três línguas ("INRI" em latim). Eles não quebraram as pernas de Jesus como fizeram com os outros dois crucificados (o ato acelerava a morte), pois Jesus já estava morto. Cada evangelho tem o seu próprio relato sobre as últimas palavras de Jesus (sete frases ao todo). Nos evangelhos sinóticos, vários eventos sobrenaturais acompanharam toda a crucificação, incluindo uma escuridão, um terremoto e, em Mateus, a ressurreição de santos. Após a morte de Jesus, seu corpo foi retirado da cruz por José de Arimateia com a ajuda de Nicodemos e enterrado num túmulo escavado na rocha. E então ressuscitou no terceiro dia.
Os cristãos entendem a morte de Jesus na cruz como sendo um sacrifício proposital e consciente (dado que Jesus não tentou se defender em seus julgamentos), realizado por ele para redimir os pecados da humanidade e tornar a salvação possível. A maior parte dos cristãos proclamam este sacrifício através do pão e do vinho na Eucaristia, uma lembrança da Última Ceia, e muitos também comemoram o evento na Sexta-Feira Santa anualmente.
Coletivamente chamados de Paixão, o sofrimento e morte de Jesus representam aspectos centrais da teologia cristã, incluindo as doutrinas da salvação e da expiação. A crucificação de Jesus está descrita nos quatro evangelhos canônicos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Os cristãos acreditam que o sofrimento de Jesus foi previsto na Bíblia hebraica, como no salmo 22 e nos cânticos de Isaías sobre o servo sofredor, mais especificamente no capítulo 53.
*Citação sobre a crucificação do Livro O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento, da Editora Central Gospel.

Ressurreição de Jesus Cristo

Os cristãos celebram a ressurreição no Domingo de Páscoa, o terceiro dia depois da Sexta-Feira Santa, o dia da crucificação. A data da Páscoa correspondeu, grosso modo, com a Páscoa judaica, o dia de observância dos judeus associado com o Êxodo, que é calculado como sendo à noite da primeira lua cheia depois do equinócio.
A história da ressurreição aparece em mais de cinco diferentes locais na Bíblia. Em diversos episódios nos evangelhos canônicos, Jesus profetiza sua morte e posterior ressurreição, que ele afirma ser o plano de Deus Pai. Os cristãos veem a ressurreição de Jesus como parte do plano de salvação e redenção através da expiação pelos pecados do homem.
D e todas as religiões do mundo, o Cristianismo é a única que teve seu fundador ressurreto, vivida e testemunhada pelos primeiros apóstolos de Jesus Cristo até nas mensagens principalmente no livro de Atos dos Apóstolos enfatiza a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo contidas nos capítulos: 1, 4 e 17 de Atos. Após a ressurreição Jesus Cristo passou na terra 40 dias (Atos 1:3).  Como testemunha disso teve Cefas os, 12 discípulos, todos apóstolos e mais de 500 irmãos. (I Coríntios 15: 3-6).   
Diversos estudiosos modernos expressaram suas dúvidas sobre a historicidade dos relatos sobre a ressurreição e continuam debatendo suas origens, enquanto que outros consideram os relatos bíblicos sobre o episódio como sendo derivados das experiências dos seguidores de Jesus e, particularmente, do apóstolo Paulo.

Ascensão de Jesus Cristo

A Ascensão de Jesus foi um evento na vida de Jesus relatado no Novo Testamento de que Jesus ressuscitado foi elevado ao céu com seu corpo físico, na presença de onze de seus apóstolos, ocorrendo quarenta dias após a ressurreição. Na narrativa bíblica, um anjo informa os discípulos que a segunda vinda de Jesus irá ocorrer da mesma forma que a sua ascensão. Os evangelhos canônicos incluem duas breves descrições da ascensão de Jesus, em Lucas 24:50-53 e Marcos 16:19. Uma descrição mais detalhada da ascensão corporal de Jesus às nuvens aparece em Atos 1:9-11.
A ascensão de Jesus é professada explicitamente no Credo Niceno e no livro de Atos dos Apóstolos afirmando que a humanidade de Jesus foi levada ao céu. A Festa da Ascensão, celebrada no quadragésimo dia após o domingo de Páscoa (sempre uma quinta-feira) é uma das principais festas do ano cristão e remonta pelo menos ao final do século IV. A ascensão é também considerada como um dos cinco grandes marcos da narrativa evangélica sobre a vida de Jesus, juntamente com o batismo, transfiguração, crucificação e a ressurreição.
Já pelo século VI, a iconografia da ascensão de Jesus tinha se estabelecido e, no século IX, as cenas da ascensão passaram a ser representadas nas cúpulas das igrejas. Muitas cenas da ascensão têm duas partes, uma superior (celeste) e uma inferior (terrena). Na teologia da Igreja Ortodoxa e das Igrejas Orientais, a ascensão é interpretada como sendo o ápice do mistério da Encarnação, no sentido de que ela não somente marca o fim da presença física de Jesus entre os apóstolos, mas também por que ela consuma a união de Deus e do homem quando Jesus ascendeu em seu corpo humano glorificado para se sentar-se à direita de Deus Pai.
Segundo as sagradas escrituras que é a Bíblia Sagrada, a palavra de Deus estão registradas em vários livros tais como: Lucas 24, profetizado pelo próprio Jesus em João:16:28 e também repetiu no capitulo 17: 11, que os discípulos se admiraram que Ele não falou em parábolas .  Mas o real aconteceu e foi registrado no livro de Atos dos Apóstolos (capitulo 1: 9-11).
Devemos refletir a bondade de Deus de dar aos seres humanos que apesar de apóstolos, mas com suas imperfeições e mais ainda receberem a graça de fazerem parte de um miraculoso arrebatamento na terra referente a Enoque em Gêneses 5:24 e o de Elias, em 2 Reis 2:9-12. É perfeitamente condizente com o caráter celestial de Cristo, que sua vida terrena encerrasse ali com sua ascensão sobrenatural retornando ao Pai que é o Deus todo poderoso, coroando assim a obra de redenção, realizando o seu ministério na terra.
Agora veja como é a Páscoa em todas as religiões segundo o cristianismo.
Cada uma tem alguma diferença de acordo com sua tradição.

Catolicismo

A Igreja Católica Apostólica Romana celebra todos os anos a Festa da Páscoa, que é considerada a mais importante de todas as Festas em seu calendário litúrgico. Na Igreja tem dois ciclos litúrgicos, do Natal e Páscoa. Este é celebrado durante os Tempos Litúrgicos da Quaresma e da Páscoa.
Aquele primeiro, por sua vez, tem início no período do tempo do Advento e percorre também o Tempo do Natal, o itinerário da vida de Jesus nos aspectos de sua Paixão, Morte (quaresma) e Ressurreição (Páscoa). Pela Ressurreição, a Igreja celebra a Vitória de Jesus Cristo sobre o pecado, que se fez presente em seu corpo, por meio da simbologia da pesada cruz no caminho do calvário, onde Ele, pela condenação e maldade dos algozes, experimentou a sua Paixão e Morte.
A páscoa foi celebrada na noite do Sábado Santo, na celebração da Vigília Pascal, expressão maior desta solenidade. Nos Atos litúrgicos da Igreja, a páscoa possui um tempo próprio de celebração chamado Tempo Pascal. Por tempo Pascal no sentido estrito, entende-se o que vai da quinta-feira santa, início do Tríduo Pascal, até no domingo de Pentecostes, festa do Espírito Santo. Na celebração da Vigília Pascal abençoa-se o Fogo Novo e se acende o Círio, que permanecerá aceso durante todo este tempo em nossas igrejas, como expressão maior da Luz de Cristo, que ilumina as nossas vidas. Portanto, celebrar a Páscoa de Jesus Cristo, é proclamar a Boa Nova da Salvação. O sepulcro está vazio, Ele não está lá, Ressuscitou. Abramos o coração para que nele Jesus possa entrar e fazer a sua morada em nossas vidas, nos levando sempre a observância e a prática de suas palavras e ações.

Ortodoxo

A Páscoa católica-ortodoxa celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante do Catolicismo. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, a qual já foi citada.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
A festa tradicional, segundo as concepções católica e ortodoxa, associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

Judaísmo

Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo 12), disse Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida. A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.

Conclusão

A cada décadas os valores e costumes bíblicos vão sendo “esquecidos” ou simplesmente “fecham os olhos” propositalmente e há quem diga que vão se acostumando e aos poucos vão se adequando aos erros de valores através de costumes e filosofias humanas, chegando até adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, para alegar que é um dia sagrado, mas Jesus curou e fez muitos milagres. Atualmente, quando o mundo pensa em Páscoa já relaciona inteiramente aos ovos de chocolate. Tudo poe como um sistema de consumismo que vai beneficiar os bolsos do comerciantes, por r trás disso está o símbolo da fertilidade que é o coelho e chocolate
A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”.
A maioria das igreja evangélicas comemora a páscoa como a morte e a ressurreição de Cristo, uma renovação de vida em nossos corações pedindo perdão dos nossos pecados a Deus sabendo perdoar o próximo.  Já o oficial rito na Igreja é através da Cerimônia da Santa Ceia celebrada pelo o pastor, seja ele bispo, ou apostolo, todos tem o mesmo significado e são Anjo da Igreja na terra.
Mas se você é um “crente moderno” e quer dar chocolate a seus filhos e esposa dê, mas não diga que é o “ovo da páscoa” afinal você já sabe da verdade, que tal chocolate em barra, só assim foge do modismo. Na minha casa eu não compro o chamado “ovos de páscoa”, mas se alguém doar recebo, oro como o chocolate depois de quebra-lo. 
Master #05: Páscoa: origens, tradições, significados e a Ressurreição de Jesus Master #05: Páscoa: origens, tradições, significados e a Ressurreição de Jesus Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 3/31/2013 12:00:00 AM Rating: 5

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