Paraíba único estado que os protestos não ocorreram confrontos com a PM

Durante os protestos do Movimento"Passe Livre", em João Pessoa e as cidades que realizaram, foram as únicas do país que não houveram confrontos com a Polícia Militar,  Apenas casos isolados de tentativa de violência foram registrados, mas fortemente combatidos durante o protesto com mais de cinco horas de manifestação pelas ruas de João Pessoa, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social registrou um saldo positivo das ações. Devido ao planejamento antecipado e bem executado, nenhuma ocorrência grave foi registrada durante o movimento e os pequenos atos violentos foram prontamente combatidos.
Mais de 800 homens da Polícia Militar montaram um cinturão em torno do evento, garantindo a segurança dos grupos de manifestantes. Antecipadamente, foram feitas abordagens a fim de identificar possíveis suspeitos e impedir que eles pudessem cometer crimes durante os protestos. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Cláudio Lima, o movimento foi marcado por manifestações pacíficas, caracterizadas pelo respeito. “Quase não foram verificadas ocorrências e as que aconteceram estiveram localizadas no entorno do movimento e não dentro dele. Nesses casos, a Polícia agiu rapidamente e tomou os procedimentos adequados”, afirmou.
No Mercado Central, no Centro de João Pessoa, quatro homens foram presos após tentar assaltar um ônibus coletivo. O flagrante foi feito por policiais militares da Ronda Tática com Apoio de Motos (Rotam). Para o comandante geral da PM, coronel Euller Chaves, a mobilização foi uma verdadeira festa da democracia, na qual polícia e manifestantes se respeitaram e promoveram um ato pacífico.
“O povo da paraíba mostrou sua grandeza e deu exemplo para todo o país, mostrando que é possível reivindicar sem usar a violência. O público entendeu a mensagem e contribuiu para a manutenção da ordem pública”, frisou o coronel Euller, que percorreu todo o percurso com os manifestantes.
Durante a caminhada, que teve início por volta das 16h em frente ao Liceu paraibano, as policiais militares distribuíram fitas brancas que simbolizavam a paz. A iniciativa foi elogiada pelos manifestantes. “Com um protesto feito com paz, nós conseguimos reivindicar muito mais. Destruir o que é nosso não traz melhorias e é bom abraçar a polícia e saber que eles estão aqui para nos proteger”, disseram as estudantes Rayla Barbosa, 20 anos, e Juciara Santos, 17.
A capitã Karla Marques, que participou da distribuição, revelou que a recepção dos manifestantes foi positiva. “No início, nós que fomo até eles, mas depois todos vieram até nós pedir as fitas para si e até para dar para os outros. Eu fiquei emocionada”, disse a capitã.
Além do policiamento a pé, a tropa montada da cavalaria e a radiopatrulha deram apoio à segurança no entorno do protesto. A tropa de Choque concentrou-se em um prédio público, mas não precisou ser acionada.
O Corpo de Bombeiros seguiu o planejamento traçado para o evento e disponibilizou seis motos de resgate (com materiais para atendimento pré-hospitalar), viaturas Auto Bomba Tanque, a fim de conter qualquer princípio de incêndio; de Auto Resgate, duas caminhonetas de Auto Busca e Salvamento (ABS), além de um bote e guarda-vidas na Lagoa do Parque Solon de Lucena e outro bote, com a equipe, no Busto de Tamandaré, no bairro de Tambaú.
“Foi uma manifestação muito tranquila, só registramos ocorrências de pequeno porte, como a de uma criança que ficou perdida e uma senhora que passou mal. Nos dois casos, os Bombeiros estavam em alerta e deram o auxílio necessário rapidamente”, garantiu o comandante do Resgate dos Bombeiros, major Arthur Vieira.

 Ocorrências – Apenas casos isolados de tentativa de violência foram registrados, mas fortemente combatidos durante o protesto. Na Epitácio Pessoa, parte da vidraça de um loja de veículos foi quebrada. Na orla, um pequeno grupo tentou quebrar os coletores de lixo, mas a polícia também interviu rápido e impediu a depredação do patrimônio público. A estimativa é que mais de 22 mil pessoas tenham participado da mobilização.

Cidades Paraibanas

Em Campina Grande, 10 mil pessoas saíram às ruas. Nenhum ato de violência ou vandalismo foi registrado na cidade, segundo informou o comandante da CPR-1, coronel Marcos Sobreira. A mobilização começou por volta das 17h, na Praça da Bandeira, e se encerrou às 20h, no largo do Açude Velho. “A polícia apenas acompanhou a caminhada ao lado do povo e no final deu tudo certo”, observou o coronel.
Em Sousa, Sertão paraibano, dois mil manifestantes percorreram as principais ruas da cidade. Em Monteiro, cerca de 250 caminharam pelas ruas do município. Em Patos, os manifestantes também foram às ruas. A Polícia Militar acompanhou o percurso de acordo com o comandante regional da CPR-2, coronel Almeida, o protesto teve uma avaliação positiva. “Toda manifestação do povo em forma de democracia tem que ser bem recebida. O povo mostrou sua indignação da melhor maneira possível e esperamos que sirva de exemplo para a Paraíba e para o Brasil”, destacou o coronel Almeida.
Fonte: Secom PB / Reportagem: Hugo Sales / Edição: Val França
Fotógrafos: Francisco França, Alberi Pontes, Roberto Guedes, Walter Rafael, e Paulo 
Paraíba único estado que os protestos não ocorreram confrontos com a PM Paraíba único estado que os protestos não ocorreram confrontos com a PM Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 6/21/2013 04:18:00 PM Rating: 5

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