Ricardo abre o II Fórum Nordeste 2030, que discute o desenvolvimento




O Nordeste é uma região que precisa ser olhada como um ponto essencial de desenvolvimento   para o país com um projeto a longo prazo. É preciso levar em consideração as diferenças regionais para criar as condições de capacidade de crescimento de uma região que tem 36 milhões de pessoas, o que representa 28% da população brasileira, mas que tem um PIB e uma renda per capital muito aquém da média nacional”. A declaração foi feita pelo governador Ricardo Coutinho na sexta-feira (11), durante a abertura do II Fórum Nordeste 2030 – Visão Estratégica de Longo Prazo.
O fórum foi aberto pelo superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, pelo governador Ricardo Coutinho, pelo vice-governador Rômulo Gouveia e por representantes de universidades, institutos de pesquisas e instituições bancárias. Em sua fala, Ricardo cobrou do Governo Federal a adoção de uma política de industrialização e de desenvolvimento do turismo específica para o Nordeste, pensando na infraestrutura logística, no investimento nos portos e nas ferrovias. “O Sudeste não foi olhado de forma igualitária, o Sul no passado não foi olhado de uma forma igualitária, mas de uma específica. Por isso, olhar o Nordeste de forma igualitária é um grande equívoco”, alertou o governador.
Em relação a Paraíba, Ricardo lamentou a falta de investimentos federais no Porto de Cabedelo e do Estado ter ficado de fora das obras da Transnordestina. “A Paraíba precisa de investimentos em seu porto, que vem batendo recordes na movimentação de cargas e precisa estar integrado à ferrovia Transnordestina. Isso é essencial para um Estado que até 2015 será o 2º maior polo cimenteiro do país, para um Estado com potencial na mineração e que vem recebendo investimentos privados na ordem de mais de R$ 2 bilhões”.
REUNIÃO SUDENE (95)O governador afirmou que a Zona da Mata Sul, na divisa com Pernambuco, é a grande área de expansão industrial da Paraíba, com a atração de empresas nacionais e internacionais e investimentos que ultrapassam os 2 bilhões de reais. Segundo Ricardo, essa área onde está sendo montado um distrito industrial está sendo pensada conjuntamente com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como uma região onde se tenha os mesmos impostos, taxas, procedimentos e um ente jurídico que possa captar investimentos no Brasil e no exterior.
Um acordo foi assinado entre a Sudene e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a implantação e exploração do regular de passageiros e Trem do Sol, uma rede de transporte ferroviário movimentação de cargas no Nordeste, seguindo o litoral nordestino de Salvador (BA) a São Luís (MA).

Projeto Trem do Sol

Foto demonstrativa da www.vianordeste.com
Todo o litoral nordestino poderá ser interligado por uma rede de transporte ferroviário regular que fará, simultaneamente, a movimentação de cargas e o translado de passageiros de Salvador, na Bahia, até São Luís, no estado do Maranhão. A ferrovia deverá contar com 2,7 mil quilômetros de extensão.
A UFC ficará responsável pelo estudo que dirá se o trecho que envolve Ceará, Piauí e Maranhão é viável do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. Após a pesquisa, é que será possível estimar os custos e o prazo do projeto. Em seguida, serão elaborados estudos de viabilidade técnica, o projeto em três trechos. O primeiro trecho compreende os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. O segundo trecho fazem parte Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Já o terceiro e último trecho envolve Ceará, Piauí e Maranhão.

Superintendente da Sudene


Para o superintendente da Sudene, Luiz Paes Landim, esse trecho que ligaria todo o Nordeste e especificamente João Pessoa a Recife, seria utilizado para pequenas cargas e para transportar turistas por essa costa nordestina. “O Brasil possui 31 trens turísticos e nenhum no Nordeste. Acho que a região precisa dessa integração política, integração física e energética, para que haja uma integração econômica”.
Luiz Paes Landim afirmou que o fórum é um evento emblemático para pensar o Nordeste até 2030 dentro de uma visão estratégica. “O fórum quer ter uma visão macro levantando algumas questões pontuais como a interligação energética da Bahia até o São Luiz para evitar as faltas de energia constantes em algumas cidades turísticas, para aproveitar o potencial eólico, a Amazônia Azul, utilizando o potencial do litoral nordestino, o projeto do Trem do Sol, o incentivo à agricultura e à convivência com a seca”, explicou.
O Nordeste possui 28% da população nordestina e somente 11% do orçamento fiscal da união é investido na região. “É preciso que as estatais e bancos públicos olhem o Nordeste para que as diferenças regionais com Sul, Sudeste e Centro Oeste não se acentuem ainda mais”, destacou o superintendente da Sudene.
Além do superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, do governador Ricardo Coutinho e do vice-governador Rômulo Gouveia, participaram da abertura do fórum o secretário de Planejamento do Estado, Gustavo Nogueira, a reitora da UFPB, Margarete Diniz, o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato Martin, o presidente do Banco do Nordeste na Paraíba, José Maria Vilar, e o superintendente do Banco do Brasil na Paraíba, Evaldo Emiliano.
Fonte: Secom PB / Fotos: José Marques
Ricardo abre o II Fórum Nordeste 2030, que discute o desenvolvimento Ricardo abre o II Fórum Nordeste 2030, que discute o desenvolvimento Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 10/13/2013 06:43:00 PM Rating: 5

WRB nas redes sociais