Ministério da Saúde reforça vacina contra o HPV, 51 bilhões de doses

A vacina contra o HPV é aplicada há mais de sete anos em cerca de 50 países do mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde já protegeu mais de quatro milhões de meninas de 11 a 13 anos de idade.  "No mundo inteiro já foram aplicadas mais de 51 milhões de doses dessa vacina. Em nosso país, já foram mais de quatro milhões de doses.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a vacina contra o HPV é totalmente segura e não representa riscos para a saúde. Ela é muito segura. Quando nós fazemos uma vacina nessa quantidade recomendamos que qualquer evento adverso seja registrado e encaminhado para que a gente analise."

Sobre o caso das meninas que ficaram com dificuldade de locomoção após receberem a vacina contra o HPV, o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, esclarece que o episódio não tem nenhuma relação com os efeitos da dose.

"Provavelmente o que elas tiveram é o que é conhecido no mundo inteiro como uma síndrome de estresse pós-injeção, pós-vacina. O que ocorre é um quadro emocional, relacionado pelo medo de tomar injeção, a ansiedade, e isso produz, vamos dizer assim, sintomas. Principalmente numa idade adolescente, que são emocionalmente mais instáveis."

O Ministério da Saúde recomenda que a vacina contra o HPV, disponível nos postos de saúde, seja feita em três doses, com um intervalo de seis meses entre a primeira e segunda; e a terceira dose deve ser aplicada cinco anos após a primeira.

Que é HPV

Em 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) lançou uma campanha nacional para imunizar meninas de 11 a 13 anos contra o HPV. A vacina aplicada no Brasil é a quadrivalente, recomendada pela Organização Mundial da Saúde, com eficácia de 98%, protegendo o indivíduo dos tipos 6, 11, 16 e 18 da doença.

Ela foi desenvolvida sem nenhuma parte do HPV, sintetizada em laboratório de maneira que seja semelhante à cápsula do vírus, mas sem o núcleo do agente, parte que permite a replicação. Dessa forma, após receber a vacina, o organismo será estimulado a produzir anticorpos específicos para cada tipo de HPV, que farão o papel de inativá-lo, impedindo a sua instalação e multiplicação.

O Ministério da Saúde recomenda que a adolescente seja submetida a três doses da vacina, sendo a segunda seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

Apesar de haver mais de uma centena de tipos de HPV, a maioria das infecções é causada por quatro variantes. As 16 e 18 (consideradas de alto risco) são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os tipos 6 e 11, respondem por 90% das verrugas genitais (de baixo risco).

Diversos estudos, que monitoraram milhares de pessoas vacinadas na Austrália, Europa e América do Norte, excluíram a ocorrência de eventos adversos graves ou permanentes. Existem relatos de casos de dor e de desmaio, o que não é preocupante e não inviabiliza a vacinação, já que os benefícios superam essas reações. Além disso, os estudos apontaram também que tanto as pessoas que receberam as vacinas como as que receberam os placebos utilizados nos grupos de controles apresentavam os mesmos sintomas.

É preciso entender que a vacinação é uma ação preventiva. Ela vai proteger dos tipos de HPV (6, 11, 16 e 18) com os quais a pessoa ainda não entrou em contato. Geralmente, as verrugas são ocasionadas pelos tipos menos oncogênicos. Dessa forma, mesmo que a pessoa já teve verrugas vaginais poderá se beneficiar da vacina para protegê-la dos tipos mais oncogênicos, se ela ainda não entrou em contato com esses agentes. Os homens não foram contemplados na campanha por uma decisão política de custo-benefício, mas podem se favorecer da vacinação, já que o HPV está associado também ao câncer de ânus, orofaringe e pênis.

Por que a infecção pelo HPV preocupa?
É a DST mais frequente, cerca de 50% da população sexualmente ativa vai entrar em contato com o HPV em algum momento da vida.
No mundo todo acredita-se que aproximadamente 30milhões de pessoas tenham verrugas ocasionadas por HPV, aproximadamente 10 milhões de mulheres tenham lesões intra epiteliais de alto grau no colo uterino e 500 mil casos de câncer do colo uterino.
O INCA (Instituto Nacional do Câncer) informa a ocorrência de 18.000 casos novos de câncer do colo uterino no Brasil a cada ano, e que aproximadamente 4.000 mulheres morem de câncer do colo uterino no Brasil.

O que é a vacina contra o HPV?
É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

Qual é a diferença entre o HPV e a vacina?
Como podemos ver no quadro abaixo o HPV é composto por uma cápsula e o DNA no interior e a vacina consiste apenas da cápsula sem DNA no seu interior.
Inicialmente estudos evidenciaram a parte genética do HPV, o DNA do HPV.
Um local específico do DNA do HPV é responsável pela produção das cápsula do HPV.
Estudos usando fungos (Sacaromices Cerevisiae) além de células de insetos permitiu a produção de uma cápsula semelhante à cápsula do HPV


Ministério da Saúde reforça vacina contra o HPV, 51 bilhões de doses Ministério da Saúde reforça vacina contra o HPV, 51 bilhões de doses Reviewed by Natan C. Bezerra on 9/15/2014 11:57:00 AM Rating: 5

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