Confira a opinião dos candidatos à presidência sobre 11 temas polêmicos

A redação do UOL compilou opiniões de dez dos 11 candidatos à Presidência da República sobre alguns assuntos acalorados, como a descriminalização da maconha, do aborto e o ensino religioso obrigatório. Os candidatos também foram questionados sobre a redução da maioridade penal, o fim da reeleição, a ampliação do Bolsa Família, a diminuição do número de ministérios e aspectos da economia como a reforma tributária, a meta de inflação ideal e a independência do Banco Central.

As respostas foram colocadas em ordem alfabética pelo nome do candidato. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) ainda não havia respondido à solicitação de entrevista até a publicação desta reportagem. Em relação à maior quantidade de respostas à favor foi o candidatos Levy Fidelix, Aércio Neves e Marina; Dos que mais votaram contra foi Mauro Iasi, José Maria, Eduardo Jorge; E a candidata que mais deixou perguntas sem resposta definida foi Dilma Rousseff, com 7 das 11 perguntas. As questões foram enviadas pela redação do UOL aos presidenciáveis. Confira abaixo um infográfico com um resumo do artigo, e em seguida a opinião de cada presidenciável sobre os temas inferidos.

Infográfico

 .

Opinião dos Presidenciáveis

Descriminalização do aborto

  • Aécio Neves (PSDB)
É contra. "Sou a favor da legislação atual, sem mudanças", afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013
  • Dilma Rousseff (PT)
É contra. "Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto", afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto
  • Marina Silva (PSB)
Afirma "não defender" a descriminalização do aborto, mas diz ser favorável à realização de um plebiscito sobre o tema.
  • Eduardo Jorge (PV)
É a favor. Defende a legalização do aborto, estabelecendo regras e limites de idade gestacional. "Não estimulamos a prática do aborto, pois ele sempre é traumático para a mulher... Porém, não podemos ignorar essa realidade de muitas mulheres que por algum motivo recorrem a ele a cada ano. Não concordamos em criminalizá-las", diz o programa de governo do PV.
  • Eymael (PSDC)
É contra. "A posição da democracia cristã é a manutenção das três hipóteses que hoje existem [para o aborto]: o estupro, o perigo de vida [para a mulher] e o feto destituído de cérebro"
  • José Maria (PSTU)
A favor
  • Levy Fidelix (PRTB)
Contra. "Sou a favor que a legislação permaneça como está. Hoje é permitido fazer aborto em casos de anencefalia, risco de vida [à mãe]. No caso de estupro, não. Violenta o moral dela, mas não [pode] matar a criança"
  • Luciana Genro (PSOL)
A favor. "Eu vejo que a gente precisa descriminalizar, para quê? Para acabar com essa hipocrisia e possibilitar uma discussão franca sobre o tema da maternidade, da contracepção"
  • Mauro Iasi (PCB)
É favorável. "O aborto é um direito da mulher. Dessa forma, ele deve ser realizado na rede pública de saúde"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
É contra. "Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão"

Descriminalização da maconha

  • Aécio Neves (PSDB)
É contra. A posição difere daquela adotada por FHC, seu padrinho político.
  • Dilma Rousseff (PT)
Afirmou ser contra nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou.
  • Marina Silva (PSB)
Pessoalmente, se diz contrária ao uso da maconha. Apesar disso, defende a realização de plebiscitos para que a população se posicione sobre a possibilidade de descriminalização da droga.
  • Eduardo Jorge (PV)
É a favor. Defende a legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, outras drogas mais pesadas devem ter estratégias para reduzir os danos de uso. Acredita que o uso da maconha deve ser tratado como o uso do tabaco e do álcool
  • Eymael (PSDC)
É contra. "[A descriminalização] é um equívoco. A maconha é a porta de entrada da droga"
  • José Maria (PSTU)
A favor
  • Levy Fidelix (PRTB)
Contra. "Maconha? Pra mim, maconheiro, prendia todos. Todo mundo."
  • Luciana Genro (PSOL)
A favor. "Nós achamos que o primeiro passo, no sentido de se acabar com essa guerra às drogas que na verdade se transformou em guerra aos pobres, é a descriminalização da maconha porque a maconha é uma droga que causa tão mal quanto o álcool e o cigarro e deve ser tratada no mesmo patamar",
  • Mauro Iasi (PCB)
É favorável. "Quem acaba sofrendo com a criminalização é exatamente a população pobre"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
Não respondeu diretamente. Disse que "devemos reforçar o combate ao tráfico e ao consumo de drogas, pois está comprovado cientificamente que essas substâncias criam dependência química, distúrbios psicológicos e até psiquiátricos. Mais do que se preocupar com a descriminalização da maconha, o desgoverno atual deveria se preocupar com o crescimento do tráfico de drogas e a explosão de cracolândias"

Ensino religioso obrigatório

  • Aécio Neves (PSDB)
Não se pronunciou sobre o assunto
  • Dilma Rousseff (PT)
Não se pronunciou sobre o assunto
  • Marina Silva (PSB)
Contra. Embora, na campanha presidencial de 2010, tenha defendido o ensino religioso nas escolas, atualmente se coloca contrária à obrigatoriedade. ""Tive 16 anos de atividade parlamentar e ninguém me viu apresentar nenhum projeto de lei defendendo a religião; respeito o Estado laico".
  • Eduardo Jorge (PV)
É contra. "O Estado brasileiro é laico. Proponho ensino da história das religiões como um exercício de tolerância e respeito à diversidade. Deus está onde o amor está (Tolstói)"
  • Eymael (PSDC)
Para ele, deve ser seguida a Constituição. "A Constituição diz que é possível. [Mas] não obrigatório".
  • José Maria (PSTU)
É contra. "A escola tem que ser laica", diz
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "Tem que ter. Agora, naturalmente que não sou a favor que seja apenas pela maioria [religiosa]. Hoje a Igreja Católica tem cerca de 70% dos brasileiros, nós temos os evangélicos... Deve se permitir que, dentro do colégio, a pessoa opte, digamos, pela sua fé".
  • Mauro Iasi (PCB)
É contra, pois acredita que, em uma sociedade socialista, o Estado deve ser totalmente laico
  • Luciana Genro (PSOL)
Não se pronunciou sobre o assunto
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
É contra. "Somos a favor da descentralização do ensino público e liberdade educacional, respeitando-se um conteúdo onde o foco, nos ensinos fundamental e médio, deva ser o ensino de língua portuguesa e matemática. Escolas que tenham interesse em oferecer ensino religioso devem ser livres para fazê-lo, sem obrigatoriedade, mas com liberdade"

Diminuição do número de ministérios

  • Aécio Neves (PSDB)
É a favor de reduzir "pela metade" os atuais 39 ministérios
  • Dilma Rousseff (PT)
Defende a manutenção dos 39 ministérios e secretarias
  • Marina Silva (PSB)
É a favor. Propõe "enxugar" e unificar o número de pastas e órgãos federais responsáveis pelo setor agrícola, fundiário, florestal e de pesca no país ampliando os poderes do Ministério da Agricultura.
  • Eduardo Jorge (PV)
É a favor. Defende a redução para 14 ministérios.
  • Eymael (PSDC)
A favor. Para ele, o número não deve ser superior a 25, "sendo que dentre esses é imprescindível a criação do Ministério da Família e do Ministério da Segurança Pública"
  • José Maria (PSTU)
Defende outra estrutura de governo. "Não acho que o país tenha que ser governado por essa estrutura. Uma Presidência da República, ministros que são nomeados politicamente e que fazem aquilo que a gente vê todo dia. Nós tínhamos que constituir grupos, conselhos e comissões de trabalho, com pessoas que fossem eleitas pelos trabalhadores e pela juventude para isso, com mandato revogável"
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "Não deveria passar de 20. Pode ser 15, até 10."
  • Luciana Genro (PSOL)
"Mais importante que o número de ministérios é o número de cargos de confiança. Hoje são cerca de 20 mil, o que na minha opinião é um exagero e poderia ser reduzido pela metade. Mas o número de ministérios vem aumentando governo após governo e se deve menos à ampliação dos serviços necessários para a população e mais à política do 'toma-lá-dá-cá' da chamada 'governabilidade'"
  • Mauro Iasi (PCB)
O candidato afirma que, em uma sociedade socialista, a quantidade de ministérios dependeria da vontade popular.
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
A favor. "Vinte é o número ideal de ministérios, e essa é a nossa meta. Tão importante quanto diminuir ministérios é diminuir a quantidade absurda de cargos comissionados no governo federal. Nosso compromisso é com a redução de ministérios em conjunto com a redução de cargos comissionados e redução de gastos e competências do Estado, devolvendo à sociedade civil o protagonismo da vida política".

Redução da maioridade penal

  • Aécio Neves (PSDB)
É a Favor. Para casos mais graves específicos, jovens infratores reincidentes entre 16 e 18 anos que cometessem crimes violentos poderiam responder pelo Código Civil.
  • Dilma Rousseff (PT)
É contra. Para a presidente, a mudança da lei não diminuiria a criminalidade. Ela defende desde o início de seu governo ações do governo nas áreas de educação e saúde para prevenção e recuperação dos jovens.
  • Marina Silva (PSB)
É contra. Não é favorável sequer para a punição de crimes hediondos.
  • Eduardo Jorge (PV)
É contra. Defende "mais educação, descriminalização e regulação, pelo Estado, do uso das drogas psicoativas hoje consideradas ilegais para quebrar a economia do crime e assim desmobilizar o exército de jovens utilizados pelas máfias criminosas como soldados do tráfico e do crime, criando condições para reabilitá-los pelo estudo e trabalho"
  • Eymael (PSDC)
A favor. Eymael diz que era contra e mudou de ideia porque, segundo ele, adolescentes de 16 e 17 anos tomam a iniciativa de planejar e executar crimes. O pré-candidato afirma, porém, que a redução será inútil caso o sistema penitenciário não seja reformado. "O sistema penitenciário brasileiro não recupera ninguém"
  • José Maria (PSTU)
É contra. "O aumento da repressão e da penalização dos crimes no país tem levado ao aumento da violência. Vão aumentar a população das cadeias com crianças para resolver o quê? O combate à criminalidade e à violência tem que ser feito com outras políticas"
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "Tem que reduzir imediatamente. Os maiores de idade chamam essas crianças, jovens de 15 e 16 anos, para assassinarem, matarem e depois eles não são culpados. Sou a favor de reduzir para 16 anos imediatamente"
  • Luciana Genro (PSOL)
É contra. "A política para os jovens infratores deve ser pautada pelos princípios estabelecidos pelo ECA e pelas Nações Unidas. O caminho não é criminalizar a juventude. Ao contrário, é preciso desenvolver ações preventivas e inibir o predomínio do internamento compulsório como prática corretiva adotada de forma indiscriminada por uma parcela do Judiciário"
  • Mauro Iasi (PCB)
É contra. "É uma tentativa de enfrentar o problema [da segurança pública] a golpes de coerção"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
A favor. "Defendemos a redução da maioridade penal, que tem se mostrado cada vez mais uma exigência da população brasileira. Se os jovens brasileiros, a partir de 16 anos, podem votar e escolher o presidente do país, também têm capacidade de discernir e se responsabilizar pelos atos que pratica, seja civil ou penal"

Fim da reeleição

  • Aécio Neves (PSDB)
É a favor. Além do fim da reeleição, o tucano defendeu mandatos de cinco anos
  • Dilma Rousseff (PT)
Não se posicionou sobre o assunto
  • Marina Silva (PSB)
É a favor. Em mais de uma oportunidade, já assumiu compromisso público de não se candidatar à reeleição em 2018, caso venha a ser eleita neste ano.
  • Eduardo Jorge (PV)
É contra a reeleição no sistema atual, o presidencialismo. "Se o sistema for o parlamentarismo, é irrelevante, porque se o governo não for bem pode ser destituído em um ano. Para ter um 'reizinho' de quatro em quatro anos, como acontece no presidencialismo, sou contra"
  • Eymael (PSDC)
É a favor. O ex-deputado federal é contra a reeleição nos cargos majoritários e defende a ampliação dos mandatos de quatro para cinco anos
  • José Maria (PSTU)
A favor
  • Levy Fidelix (PRTB)
Sim. "Imediatamente. Não pode ter reeleição"
  • Luciana Genro (PSOL)
"Vou submeter esta proposta a um plebiscito. Minha opinião pessoal, entretanto, é que precisamos garantir a rotatividade no exercício de cargos públicos, mas não acho que uma reeleição seja necessariamente uma burla à democracia"
  • Mauro Iasi (PCB)
É favorável, mas entende que o sistema eleitoral seria diferente em uma sociedade socialista. Nesse sentido, a perpetuação no poder dependeria da vontade do povo
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
Não respondeu diretamente. "Acredito que mais importante que a discussão sobre reeleição é a alternativa de uma sociedade mais próxima da política, de uma política cidadã. Defendemos o fim da obrigatoriedade do voto, defendemos que nas coligações majoritárias não seja acumulado o tempo de TV dos partidos coligados e o fim das coligações proporcionais"

Ampliação do Bolsa Família

  • Aécio Neves (PSDB)
Diz que irá manter e "aprimorar" o programa, transformando-o em programa de Estado
  • Dilma Rousseff (PT)
Questionada pelo UOL, a candidata não respondeu
  • Marina Silva (PSB)
Se eleita, promete transformar o Bolsa Família em "política pública de Estado - o objetivo seria atingir 10 milhões de famílias com o programa
  • Eduardo Jorge (PV)
A favor. "Vamos cobrar contrapartidas referentes a educação e saúde (que não estão sendo cobradas). Reforçar as opções de planejamento familiar e a obrigação de frequentar programa de formação para o trabalho que permita a libertação das pessoas da dependência deste auxilio estatal"
  • Eymael (PSDC)
Não respondeu diretamente. Para ele, "o crescimento do Bolsa Família tem que ser correspondente ao número de famílias que dele dependem. O benefício deve ser corrigido anualmente, de acordo com o salário mínimo"
  • José Maria (PSTU)
A favor do programa como política emergencial. "As pessoas que recebem o Bolsa Família precisam dessa ajuda do Estado, devem continuar recebendo essa ajuda enquanto o Estado não garante a elas aquilo que de fato elas merecem, que é emprego, salário digno, saúde pública, educação pública, moradia, transporte coletivo. O Estado hoje tem recursos para fazê-lo, não faz porque dá dinheiro aos bancos"
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "Vou ampliar e transformá-lo em salário família definitivamente e colocá-lo na Constituição Federal. É necessário que essas pessoas tenham renda mínima, mas não pode ser o 'bolsa-preguiça' como é hoje. Vou colocar salário mínimo de R$ 724 e ela vai ter que trabalhar, abrindo estradas, portos, ou seja, vai trabalhar, vai ser um funcionário do Estado"
  • Luciana Genro (PSOL)
"O Bolsa Família é um programa de inclusão que trouxe um impacto importante na redução da miséria no Brasil. O critério de renda não é suficiente para medir miséria e pobreza. Nós vamos manter o programa e tratar de acelerar o cumprimento de suas metas"
  • Mauro Iasi (PCB)
Não. Para o candidato, o Bolsa Família não seria ampliado, pois trata-se de um programa de "caráter emergencial". "A gente precisa atacar a raiz"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
É contra. "O programa atual está desvirtuado e sendo usado como moeda de troca eleitoral. Se o número de beneficiários está aumentando, é porque a política social está errada e as pessoas não estão sendo reinseridas no mercado de trabalho. No meu governo, vamos manter o Bolsa Família, estimulando o investimento em educação e capacitação no mercado de trabalho, com aumento da sua produtividade"

Financiamento público de campanha

  • Aécio Neves (PSDB)
Defende discussão aprofundada e alerta para o risco do recrudescimento do caixa 2. "Acho, por exemplo, que limitar o financiamento privado seria extremamente adequado. (...) Financiamento público puro, sem que haja pelo menos uma parcela eleita por lista partidária, eu temo que vá haver um descontrole na distribuição desses recursos."
  • Dilma Rousseff (PT)
Não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, seu partido, o PT, defende o financiamento público.
  • Marina Silva (PSB)
Afirma ser favorável: "Nós trabalhamos e advogamos pelo financiamento público de campanha".
  • Eduardo Jorge (PV)
A favor, desde que seja pequeno e feito de forma transparente. Também defendemos a possibilidade de haver contribuições de pessoas físicas, porque isso dá à sociedade civil uma liberdade de intervir nesse processo?
  • Eymael (PSDC)
Não se pronunciou sobre o assunto
  • José Maria (PSTU)
A favor, "desde que os recursos colocados à disposição sejam poucos, modestos. O Brasil tem outras prioridades. Acho que tem que proibir o financiamento privado"
  • Levy Fidelix (PRTB)
Contra. "A não ser que zere para todo mundo, porque do jeito que tá, quem tá no poder vai pegar todos os seus militantes e para dar dinheiro pra eles. Colocar o sindicato e dar dinheiro pra eles. Ou seja, vai favorecer o PT. Ao passo que deixando em aberto, naturalmente os que quiserem contribuir ou colaborar vão fazê-lo"
  • Luciana Genro (PSOL)
A favor. "Nós defendemos o financiamento público, queremos acabar com o financiamento privado das campanhas, mas também não adianta ter um financiamento público com uma desigualdade muito grande"
  • Mauro Iasi (PCB)
A favor. Porém, discorda da proposta que tramita no Congresso nacional
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
É contra. "Lugar de dinheiro público é na educação, na saúde e na segurança pública, não em campanha política. Pessoas físicas e jurídicas devem ser livres para financiar candidatos e causas que acreditam. O combate à corrupção e ao caixa 2 eleitoral deve se dar com a criação de fórmulas de redução do custo de campanha, não usando dinheiro do povo brasileiro"

Meta de inflação

  • Aécio Neves (PSDB)
A favor de uma meta de inflação de 4,5%. "Foco no centro da meta e a diminuição gradual do espaço das bandas é o objetivo pelo qual nós trabalharemos"
  • Dilma Rousseff (PT)
Atualmente, a meta da inflação é de 4,5% (o chamando centro da meta), com flexibilidade de dois pontos percentuais para baixo ou para cima
  • Marina Silva (PSB)
É a favor. Seu programa de governo fala em manter "metas de inflação críveis e respeitadas sem recorrer ao controle de preços que possam gerar resultados artificiais".
  • Eduardo Jorge (PV)
Defende uma meta de inflação de 4% em 2016
  • Eymael (PSDC)
Defende uma meta de inflação de 2%. Para ele, a meta valeria já a partir do primeiro ano de governo
  • José Maria (PSTU)
Defende outras políticas contra a inflação. "Tem que acabar com a inflação, o que significa controlar os preços e aumentar o salário. O governo tem instrumentos inflação melhores do que estabelecer metas. Por exemplo, ao invés de dar R$ 150 bilhões ao agronegócio, se fizesse uma reforma agrária para aumentar a produção de alimentos ao povo brasileiro, o preço dos alimentos baixaria"
  • Levy Fidelix (PRTB)
"A meta tem que ter uma flexibilidade. Não dá para ser como o [Guido] Mantega, que propõe metas irrealizáveis"
  • Luciana Genro (PSOL)
"A política de metas de inflação é falha dentro daquilo que ela própria se propõe a ser. Outras medidas de controle à inflação são possível, mas será preciso alterar toda a política macroeconômica, com controle de capitais, redução dos juros, fim da liberalização financeira, entre outras medidas que mantenham a inflação sob controle, sem corroer os salários dos trabalhadores"
  • Mauro Iasi (PCB)
O candidato afirma que, em uma economia socialista, não existiria meta de inflação
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
Não respondeu diretamente, mas cita medidas como aumentar o superávit primário e abrir o mercado brasileiro para o comércio internacional para "em pouco tempo chegarmos em metas de inflação cada vez mais próximas do sonhado 'zero', sem perda da capacidade de investimento e sem desemprego"

Independência do Banco Central

  • Aécio Neves (PSDB)
A favor. Disse ser favorável à resolução presidencial que determina o papel do Banco Central, mas não vê necessidade de uma lei. "Não me fecho a uma discussão, lá adiante, de uma eventual autonomia em lei"
  • Dilma Rousseff (PT)
Atualmente, não há uma lei que garanta a independência do BC, como em outros países. Há uma autonomia informal. Em geral, analistas do mercado consideram que o BC tem algum grau de independência. Questionada sobre o assunto, a candidata não respondeu
  • Marina Silva (PSB)
É a favor. Seu programa de governo prevê "a institucionalização da autonomia do Banco Central" como forma de ganho de credibilidade e eficiência da política econômica.
  • Eduardo Jorge (PV)
É contra. "É próprio do Parlamentarismo que defendamos a cooperação entre Executivo e Legislativo. O BC deve receber uma missão e cumpri-la. As instâncias que lhe deram a missão devem poder reavaliá-la e reorientá-la"
  • Eymael (PSDC)
A favor.
  • José Maria (PSTU)
É contra. "O Banco Central tem que ser controlado pelo povo. Pelo governo, se o governo for um governo do povo. Não sou a favor de independência do Banco Central. Se você for traduzir, independência do Banco Central é 'Banco Central controlado pelos bancos privados'. É isso. Se o governo é eleito, tem mais legitimidade para decidir o que Banco Central vai fazer do que o sistema financeiro"
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "[O Banco Central] já é independente, mas hoje é independente com a correlação muito grande com o governo federal, que maquia a inflação e manda o Copom baixar ou subir os juros. O correto é independência total mesmo"
  • Luciana Genro (PSOL)
É contra. "Sou a favor do controle social do Banco Central. Ou seja, contra a chamada independência do Banco Central em relação ao governo eleito do país, e a correlata manutenção de sua dependência do capital financeiro e obediência cega ao mercado. O Banco Central, como autoridade monetária cujos poderes são outorgados pelo Estado, deveria ter como missão a preservação da soberania nacional"
  • Mauro Iasi (PCB)
É contra. O candidato defende uma sociedade socialista: "O sistema financeiro tem que ser estatizado e centralizado nas mãos do Estado"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
A favor. "Assim como em países desenvolvidos e democráticos, a autonomia do Banco Central será respeitada e incentivada, porém jamais praticando 'contabilidade criativa'"

Reforma tributária

  • Aécio Neves (PSDB)
É a favor. Propõe que seja feita por etapas, começando pela simplificação do sistema tributário, atacando os impostos indiretos. "É possível sim fazê-la, por etapas, a primeira é simplificação do sistema e a segunda é interferirmos no processo horizontal de diminuição da carga e obviamente a questão do ICMS terá que ser enfrentada"
  • Dilma Rousseff (PT)
Não se pronunciou sobre o assunto
  • Marina Silva (PSB)
É a favor. Seu programa de governo propõe uma política de redução de tributos sendo utilizada como "rigoroso fator de indução a investimentos em atividades de baixa emissão de carbono e uso sustentável de recursos naturais".
  • Eduardo Jorge (PV)
A favor. "Vamos retomar imediatamente em 2015 a votação da Emenda Constitucional que cria o Imposto Único Arrecadatório Federal. Em seguida, negociar a adesão dos níveis estadual e municipal. Rever a distribuição dos recursos dos tributos, Vamos estudar tributo progressivo específico para grandes fortunas que contribua para a correção da desigualdade extrema de renda do Brasil"
  • Eymael (PSDC)
A favor. "Ela é prioritária e deve ser feita já no primeiro ano de governo"
  • José Maria (PSTU)
A favor. "Tem que mudar a estrutura tributária do Brasil. Quem paga imposto no Brasil são os trabalhadores, é o povo, que paga imposto sobre o consumo. Quem tem renda paga pouquíssimo imposto. Tem que haver uma inversão na pirâmide da estrutura tributária brasileira"
  • Levy Fidelix (PRTB)
A favor. "[Será] a primeira que eu vou fazer. Aliás, em 2010, quando eu saí candidato à Presidência eu propus reforma tributária de imediato, mudar essa questão do pacto federativo, mas é correto, temos que rever essa questão do Estado possuir mais recursos. Os municípios também e a União devem ficar com a maior parte. A máquina federal é pesadérrima (sic)"
  • Luciana Genro (PSOL)
A favor. "Hoje, o sistema tributário brasileiro é extremamente injusto. Ele concentra a tributação no consumo e no salário e é extremamente fraco na tributação das grandes fortunas e das grandes propriedades"
  • Mauro Iasi (PCB)
A favor. O candidato defende uma reforma tributária imediata, desonerando os trabalhadores e instituindo impostos para os que "detêm o capital"
  • Pastor Everaldo Pereira (PSC)
A favor. "[Farei a reforma] a partir do meu primeiro dia de governo. Defendo abertamente um governo de 'mais Brasil e menos Brasília'. Vamos implantar um verdadeiro federalismo, com foco nos municípios e, principalmente, na família e no cidadão"



FonteUOL Eleições 2014FotoEditoria de Arte | Blog WRB
Confira a opinião dos candidatos à presidência sobre 11 temas polêmicos Confira a opinião dos candidatos à presidência sobre 11 temas polêmicos Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 9/08/2014 07:56:00 PM Rating: 5

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