Governo capacita profissionais de saúde da Paraíba no combate da chikungunya

O Governo da  Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promove nesta quarta (18) e quinta-feira (19), em Sousa e Patos, uma capacitação para 400 profissionais de saúde de 89 municípios sobre o diagnóstico e tratamento de pacientes com suspeita da febre chikungunya. Com isso, profissionais de saúde e a população de todos os 223 municípios paraibanos estarão contemplados. Em novembro do ano passado, a capacitação foi ofertada para mais de 600 profissionais de 134 municípios das 1ª e 2ª Macrorregiões de Saúde.

A capacitação acontecerá na quarta-feira, das 8h às 16 h, no Centro de Formação e Treinamento de Professores, em Sousa, para profissionais da 4ª Macrorregião (8ª, 9ª e 10ª GRS). Na quinta-feira (19), será realizada no Sebrae, em Patos, no mesmo horário, para a 3ª Macro (6ª, 7ª e 11ª GRS).

O evento é uma das ações de enfrentamento da doença presentes no Plano de Contingência de Dengue e Chikungunyapromovidas pela SES e tem como principal objetivo treinar médicos e enfermeiros da rede pública e privada de saúde da Paraíba, além de coordenadores de vigilância epidemiológica, passando informações clínicas sobre a doença.

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde do Estado, Renata Nóbrega, é importante que os profissionais de saúde conheçam os sintomas e tratem especificamente a doença. “É de fundamental importância que os profissionais saibam como diagnosticar corretamente a doença, sabendo diferenciar a chikungunya da dengue. Esses profissionais de saúde serão referência para que o treinamento possa ser ampliado a todos os profissionais do Estado da Paraíba”, disse.

Segundo a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, da SES, Izabel Sarmento, diante de casos autóctones (de origem do próprio lugar) no Amapá, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e casos importados, em Pernambuco, é importante essa ação, que qualifica todos os profissionais de saúde, para que diante de um caso suspeito o paciente receba o tratamento adequado. “Também é importante trazer a responsabilidade para os gestores municipais, pois eles devem manter aquelas ações rotineiras de campo, frente ao mosquito e também responsabilizar a população, pois nesse momento ela é co-participante no processo, uma vez que 80% dos lares apresentam focos do mosquito”, ressaltou Izabel.

A doença – Os sintomas da febre chikungunya são muito parecidos com os da dengue, incluindo dores no corpo, nas articulações, manchas vermelhas na pele e febre de início repentino. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver as formas graves da doença. O vírus causador da febre chikungunya é transmitido pela picada da fêmea de dois mosquitos, o Aedes aegypti, presente em áreas essencialmente urbanas, e o Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais. O mosquito adquire o vírus ao picar uma pessoa infectada e, após um período médio de incubação de dez dias, já se torna capaz de transmitir a doença a um humano.

De acordo com o último boletim da dengue e chikungunya da SES, referente ao período de 1º de janeiro a 3 de março (8ª semana epidemiológica de início de sintomas), foram notificados três casos suspeitos de chikungunya, pertencentes aos municípios de Pombal, Alhandra e Campina Grande, sendo dois deles descartados e um ainda em processo em investigação, aguardando resultado.






História da chikungunya

Segundo o Site Minha Vida " A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome pois chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. Os mosquitos transmitiam a doença para africanos abaixo do Saara, mas os surtos não ocorriam até junho de 2004. A partir desse ano, a febre chikungunya teve fortes manifestações no Quênia, e dali se espalhou pelas ilhas do Oceano Índico. Da primavera de 2004 ao verão de 2006, ocorreu um número estimado em 500 mil casos.

A epidemia propagou-se do Oceano Índico à Índia, onde grandes eventos emergiram em 2006. Uma vez introduzido, o CHIKV alastrou-se em 17 dos 28 estados da Índia e infectou mais de 1,39 milhão de pessoas antes do final do ano. O surto da Índia continuou em 2010 com novos casos aparecendo em áreas não envolvidas no início da fase epidêmica.

Os casos também têm sido propagados da Índia para as Ilhas de Andaman e Nicobar, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Singapura, Malásia, Indonésia e numerosos outros países por meio de viajantes infectados. A preocupação com a propagação do CHIKV atingiu um pico em 2007, quando o vírus foi encontrado no norte da Itália após ser introduzido por um viajante com o vírus advindo da Índia.

Casos importados também foram identificados no ano de 2010 em Taiwan, França, Estados Unidos e Brasil, trazidos por viajantes advindos, respectivamente, da Indonésia, da Ilha Réunion, da Índia e do sudoeste asiático.

Atualmente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá. Isso quer dizer que a febre chikungunya está migrando e pode chegar ao Brasil, onde os mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus têm todas as condições de espalhar esse novo vírus.
Getty Images Febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aedypti

A SES-PB informa que todo caso suspeito de chikungunya é de notificação compulsória imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas municipal, estadual e federal, através dos telefones: 0800.281.0023/ 3218-7331/ 8828-2522.

Fontewww.paraiba.pb.gov.brFotoMinistério da Saúde
Governo capacita profissionais de saúde da Paraíba no combate da chikungunya Governo capacita profissionais de saúde da  Paraíba no combate da chikungunya Reviewed by Walter Rafael Bezerra on 3/17/2015 10:03:00 AM Rating: 5

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